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Acervo Bajubá participa do projeto Percursos Curatoriais

Acervo foi convidado para uma imersão de pesquisa sobre o tema “gênero” no Centro de Referência

Entrevista com Thais Azevedo para o Coleta Regular de Testemunhos.

A convite do Memorial da Resistência, o Acervo Bajubá passa a ocupar o espaço do Centro de Referência para uma imersão com o tema “gênero” ao longo de quase cinco meses. A parceria faz parte do projeto Percursos Curatoriais, que tem como objetivo aproximar o público do acervo de fontes documentais, testemunhais, iconográficas e bibliográficas do Centro de Referência, dedicado à documentação, preservação e comunicação das memórias de repressão e resistência políticas no Brasil.

Acervo Bajubá é um projeto de constituição de um acervo voltado para preservação, salvaguarda e instigação historiográfica da arte, memória e cultura LGBT brasileiras, e desenvolverá uma pesquisa temática sobre os contornos do tema “gênero” e a abrangência contemporânea do entendimento do termo “mulher”. A pesquisa será desdobrada em duas oficinas, quatro entrevistas para o Coleta Regular de Testemunhos e duas publicações, além de fornecer subsídio para a próxima exposição temporária do Memorial.

Marcinha do Corintho em entrevista para o projeto Coleta Regular de Testemunhos.

“A memória da resistência no Brasil ainda é muito masculina, assim como toda história ligada aos grandes eventos. Pesquisar gênero a partir do contexto de repressão e resistência no Brasil retira as mulheres da posição de relatoras das histórias masculinas, e insere novas sujeitas nos momentos historicamente importantes do país.” reforça Ariana Mara da Silva, pesquisadora do Acervo Bajubá.

Para ela, é necessário um olhar interseccional para essas resistências, caso contrário, é perpetuada uma história racista, transfóbica, capacitista e classista: “Essas memórias de resistências também serão marcadas de maneiras diferentes. A realização de um percurso curatorial com lente de gênero precisa pluralizar as experiências para não apagar a própria resistência à repressão.”

Para acompanhar as novidades sobre a pesquisa, acompanhe o Memorial da Resistência nas redes sociais!