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Contação de Histórias

Foto de crianças assistindo a uma contação de história. Elas estão de costas para a foto e vemos duas educadoras e um educador manipulando carretéis de linha, um tambor e um painel de feltro com casas coloridas, uma árvore e um prédio.

O Memorial da Resistência trata de temas lidos por muitas pessoas como pesados e complexos demais para serem trabalhados com crianças. Sentindo falta desta audiência em nosso espaço, a ação educativa se questionou: como podemos falar sobre repressão, resistência, ditadura e direitos humanos com o público infantil?

Em 2012, com a entrada do museu no Programa Recreio nas Férias, ação da Secretaria Municipal de Educação que visa oferecer, durante as férias escolares, o acesso ao repertório cultural e recreativo de São Paulo a crianças e jovens de 4 a 14 anos, esse questionamento se tornou mais urgente.

Conforme dito na sessão Jogos Lúdico-Pedagógicos, considerando a necessidade de se pensar elementos que estimulassem esse público infanto-juvenil a participar de nossas atividades e levando em conta que eles estariam de férias, os próprios educadores desenvolveram um conjunto de jogos para utilização durante a atividade.

Tais jogos foram um sucesso para o público a partir de 8 anos, mas ainda sentíamos uma defasagem em relação às crianças mais novas. E foi para suprir essa carência que desenvolvemos um projeto de contação de histórias que levasse em consideração aspectos teórico-metodológicos que respondessem a algumas indagações como: Por que contar determinada história no Memorial? Quais conceitos podemos desenvolver? Quais ritmos presentes na cadência da história podem ajudar as crianças a compreender nossos temas? Quais elementos são importantes de aplicar?

Assim, tem início em 2013 a Contação de Histórias, atividade a partir da qual os educadores da instituição aplicam uma abordagem em linguagem apropriada e divertida das nossas temáticas para crianças de até dez anos.

O primeiro livro que utilizamos para esta atividade foi o Era Uma Vez Um Tirano, de Ana Maria Machado, que possui elementos muito potentes para refletirmos sobre repressão, resistência, memória e ditadura. Funcionou tão bem que seguimos trabalhando ainda hoje com ele. Após a contação, também é feita uma visita à exposição de longa duração do Memorial para frisar as relações da história que contamos com a história que de fato aconteceu.

Adaptamos, também, algumas histórias para as exposições temporárias. No período em que a exposição Carta Aberta esteve em cartaz, preparamos a contação do livro De Carta em Carta, da Ana Maria Machado, cujo enredo pôde ser associado aos conceitos daquela exposição.