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Memorial inaugura exposição “Memórias do Futuro: Cidadania Negra, Antirracismo e Resistência”

Exposição abre no dia 4 de junho, com panorama histórico sobre mais de um século de lutas da população negra no estado de São Paulo

Para a exposição o artista João Pinheiro produziu uma série de desenhos livremente inspirados nos conteúdos de pesquisa. | Arte: Mariana Afonso

O Memorial da Resistência de São Paulo, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, inaugura no dia 4 de junho a exposição Memórias do Futuro: Cidadania Negra, Antirracismo e Resistência

A mostra é fruto de uma extensa pesquisa do curador Mário Augusto Medeiros da Silva, e apresenta um panorama histórico de mais de um século de luta da população negra no estado de São Paulo – de 1888 aos dias de hoje. São abordadas diferentes experiências coletivas que se organizam ao longo do fio da memória, pensado em oito eixos que formam conexões de luta por direitos, solidariedade antirracista e afirmação da vida negra como forma de resistência.  

Mário Medeiros acredita que esse longo fio é um ato de realização de justiça e de direito à memória social, que precisa ser conhecida, debatida e compartilhada por todos nós. “A luta por direitos é incessante, justa, pública e encontrará a sua vitória através de nossas ações e nossos compromissos antirracistas públicos com relação ao passado, presente e ao futuro.” 

Fio da Memória é o nome dado ao mural desenvolvido pela artista Soberana Ziza em virtude da exposição, inspirado pela frase do publicada no Gelefax, jornal do Geledés, em 1997: “Afinal, o século XXI é negro, feminino e nosso. Basta apenas tomá-lo em nossas mãos.” 

São mais de 450 materiais, entre documentos, fotografias, jornais e cartazes, resultado da colaboração de organizações e coletivos convidados, como a Coalização Negra por Direitos e o Ilú Obá De Min, e parceria com os arquivos e acervos de cultura negra. 

A exposição conta com a presença de obras dos fotógrafos Jesus Carlos, Mariana Ser, Monica Cardim e Tiago Alexandre, e com a participação dos artistas Bruno Baptistelli, Geraldo Filme, João Pinheiro, Moisés Patrício, No Martins, Renata Felinto, Sidney Amaral, Soberana Ziza e Wagner Celestino.

Para Ana Pato, coordenadora do Memorial, é urgente nos indagarmos enquanto cidadãos sobre a nossa responsabilidade na perpetuação do racismo, e como podemos nos engajar na luta antirracista para construir uma sociedade verdadeiramente democrática: “Esta exposição é um convite para seguirmos os fios tecidos por mulheres e homens negros em torno de suas memórias e fabulações por um futuro.” 

O Projeto Expográfico é de Isabel Xavier, com assistência de Alice Schmitx, e o projeto gráfico e comunicação visual de Mariana Afonso.

Saiba mais sobre a exposição aqui.

Abertura

Dia 4 de junho (sábado) | 11 horas
Memorial da Resistência de São Paulo
Entrada gratuita