"Tempos de revolução, esperanças e derrotas, mas também tempos de êxtase, de explosão sexual, drogas e muita curtição. Do envolvimento com os processos de transformação da sociedade chilena, passando às mobilizações de denúncia das ditaduras latino-americanas na Europa, às energias liberadas e logo abortadas com o fim do salazarismo, até o encontro com as experiências de libertação nacional na África, assiste-se ao desenrolar de um movimento migratório no exílio, sempre na trilha da revolução, acompanhado da intensificação da doidera. Uma guerra incessante contra a caretice e os controles sociais. Sem emprego, sem passaporte, sem país, sem família, levados à aventura, a condição de milhares de exilados implicava em deslocamentos constantes, uma vida de improvisações e despojamentos, que marcaria fundo a figura de Bené, sempre solidário, destituído de preocupações materiais e, acima de tudo, um libertário convicto." (Trecho da introdução de Flávio Reis).
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325.21 R114t
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