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Semana de ativismo lembra os 30 anos do Massacre do Carandiru em São Paulo

Entidades e coletivos de defensores de direitos humanos promovem eventos na cidade para demandar justiça e reparação

Fachada da Casa de Detenção do Complexo Penitenciário do Carandiru, na zona norte de São Paulo, dois dias após o massacre. | Foto: Itamar Miranda/Agência Estado.

Em memória dos 30 anos do Massacre do Carandiru, instituições, organizações da sociedade civil e coletivos de defesa dos direitos humanos promovem, de 3 a 8 de outubro, em vários locais da cidade de São Paulo uma semana de reflexão e ativismo, com rodas de conversa, videodebates e intervenções artísticas.

As atividades da programação Inventário Carandiru: 30 anos do Massacre – Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça vão acontecer em horários variados, entre as manhãs e início das noites e devem contar com representantes de organizações que têm lutado para que a história de violência da Casa de Detenção de São Paulo não continue a se repetir.

No dia 8, a organização do evento prepara uma intervenção artística especial, que vai demarcar, no hoje Parque da Juventude, o perímetro onde ficava o Pavilhão 9, local em que se deu o estopim do massacre que terminou com, pelo menos, 111 mortos. O objetivo das ações é, além de exigir justiça e reparação, protestar contra o apagamento histórico e simbólico da memória das vítimas.

O Memorial da Resistência recebe duas mesas de debate como parte da programação: Aspectos contemporâneos sobre o sistema prisional e violência prisional/estatal, no dia 5 de outubro, e Justiça Restaurativa como ferramenta para a construção do futuro, no dia 8, ambas a partir das 10 horas. A atividade é gratuita.

Aspectos contemporâneos sobre o sistema prisional e violência prisional/estatal

05 de outubro | 10 horas | Auditório do Memorial da Resistência

Antônio Carlos Arruda – Advogado pela PUC SP; Presidente da Comissão de Direito Militar da OAB SP e ex-Professor do CAES da PM.

Jacqueline Sinhoretto – Professora do Depto de Sociologia da UFSCar; Doutora em Sociologia, Pesquisadora dos Temas de Violência, Policiamento, Justiça e Prisões.

Felipe da Silva Freitas – Pesquisador do Núcleo de Justiça Racial e Direito FGV Direito – São Paulo; professor do Instituto Brasileiro de Ensino Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e Assessor de programas da Rede Liberdade.

Lívio Rocha – Investigador de Polícia, Mestre em Gestão Pública pela FGV, Pesquisador de segurança pública e Cidadania no Mackenzie, militante do movimento Negro e do Policiais Antifascismo.

Sheila de Carvalho – Advogada Internacional de Direitos Humanos. Integra a Uneafro Brasil e a Coalizão Negra Por Direitos; Coordenadora do Núcleo de Violência Institucional da Comissão de Direitos Humanos da OAB SP; Fellow do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, nomeada pelo MIPAD/ONU uma das pessoas negras mais influentes do mundo com menos de 40 anos.

Alexandra Montgomery – Advogada, especialista em direito internacional dos direitos humanos. Tem mestrado em Direito Internacional pela American University Washington College of Law e Diretora de programas da Anistia Internacional Brasil.

Justiça Restaurativa como ferramenta para a construção do futuro

08 de outubro | 10 horas | Auditório do Memorial da Resistência

Luís Bravo – Possui mestrado em Paz, Desenvolvimento, Segurança e Transformação Internacional de Conflitos pela Cátedra de Estudos de Paz da UNESCO da Universidade de Innsbruck, Áustria (2017). Facilitador e educador em programas de Justiça Restaurativa no Centro de Direitos Humanos e Educação Popular do Campo Limpo (CDHEP). Cofundador da consultoria Karutana – escutar, dialogar, transformar. Presidente da Comissão de Justiça Restaurativa da OAB SP.

Adilson Paes de Souza – Doutor em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pelo Instituto de Psicologia da USP; Mestre em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da USP e Membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo.

Maura Augusta Soares de Oliveira – Bióloga, professora de Ciências, pós-graduada em Educação em Saúde Pública pela Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP). Técnica em Enfermagem. Funcionária do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Franco da Unidade HCTP I. Membra da Associação Projeto Gerações.

André du Rap – Rapper; Escritor e Poeta da periferia e Sobrevivente do Massacre do Carandiru.

Petronella Maria Boonen – Educadora do CDHEP, Facilitadora e Instrutora de Justiça Restaurativa, Cientista Social e doutora em Educação, Missionária Católica original de Luxemburgo.

Geralda Ávila – Socióloga de formação, atua voluntariamente há duas décadas no sistema prisional dedicando-se à assistência humanitária para as mulheres presas. Co-Fundadora da cooperativa Libertas, integrante da Pastoral Carcerária e facilitadora em Justiça Restaurativa nas prisões.

José Carlos Dias – Advogado, ex-ministro da Justiça, ex-Secretário da Justiça do Estado de São Paulo; Presidente da Comissão Arns e conselheiro do IDDD.

Confira a programação completa.

Entidades organizadoras:

Comissão de Política Criminal e Penitenciária da OAB/SP, Comissão de Direito Militar OAB/SP, Comissão de Direitos Humanos OAB/SP, Comissão de Justiça Restaurativa OAB/SP, Comissão de Igualdade Racial OAB/SP, Comissão de Direitos da Criança e Adolescente OAB/SP, Comissão de Advocacia Criminal, Associação de Amigos/as e Familiares de Presos/as (Amparar), 1°Frente de Sobreviventes do Cárcere, Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns, Centro Acadêmico XI de Agosto; Frente Inter-religiosa Dom Paulo Evaristo Arns, Geledés – Instituto da Mulher Negra, Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), Fundação Getúlio Vargas (FGV) – Direito SP, Pastoral Carcerária; Centro de Direitos Humanos e Educação Popular do Campo Limpo (CDHEP); Associação Juízes para a Democracia (AJD); Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC), Movimento Policiais Antifascismo; Núcleo Especializado de Situação Carcerária da Defensoria Pública do Estado de São Paulo (NESC – DPE/SP), União de Negras e Negros pela Igualdade (Unegro), Instituto Vladimir Herzog, Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP); Conectas Direitos Humanos, Memorial da Resistência de São Paulo, União Estadual dos Estudantes (UEE); União Nacional dos Estudantes (UNE), Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, (IBCCRIM), Anistia Internacional, Associação Nacional de Direitos Humanos, Pesquisa e Pós-Graduação (ANDHEP), Associação Projeto Gerações, Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), Núcleo de Artes Luana Miranda e OSC Mudança de Cena.