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Comissão da Verdade da Colômbia apresenta relatório final sobre quase 60 anos de conflito

Documento Hay Futuro Si Hay Verdad foi apresentado em São Paulo pelo comissionado Carlos Martín Beristain

Mujeres Confiar on Twitter: "Es posible que, colectivamente, podamos  construir un futuro del que no haga parte la violencia.  #HayFuturoSiHayVerdad https://t.co/m0JcfSeQeO" / Twitter

Na última quarta-feira (24), foi apresentado publicamente em São Paulo (SP) o relatório final Hay Futuro Si Hay Verdad, da Comissão da Verdade da Colômbia sobre o conflito armado que vitimou cerca de 9 milhões de pessoas. O documento foi elaborado após três anos de investigação, a partir de 14.956 entrevistas com vítimas do conflito.

O comissionado Carlos Martín Beristain apresentou o documento para o Memorial da Resistência, como representante da RESLAC, e para outras organizações de Direitos Humanos em um evento fechado no Auditório da Defensoria Pública da União. Posteriormente, o relatório foi apresentado em um ato público na Pontifícia Universidade Católica (PUC).

A Comissão para o Esclarecimento da Verdade, Convivência e Não Repetição da Colômbia é um dos mecanismos do Acordo de Paz assinado com a guerrilha das FARC. e tem como mandato “o esclarecimento dos padrões e causas explicativas do conflito armado interno que satisfaça o direito das vítimas e da sociedade à verdade, promova o reconhecimento do ocorrido, a convivência nos territórios e contribua para os alicerces para a não repetição, por meio de um processo de participação ampla e plural para a construção de uma paz estável e duradoura.”

O Acordo Final para o Fim do Conflito e a Construção de uma Paz Estável e Duradoura foi assinado no dia 24 de novembro de 2016, após quase 60 anos de um conflito armado interno, concentrado nas disputas por território, insurgências, narcotráfico e grupos paramilitares, que degradou a vida de seus habitantes e permeou todas as instâncias sociais, políticas, econômicas e culturais.

O documento deu início a um processo de transição no país, e propõe a criação de um Ministério da Paz e Reconciliação, regulação das promoções de militares dentro das Forças Armadas, criação de políticas de memória e reparação, aumento do acesso à educação no campo, assim como abandonar a proposta de guerra às drogas.

O evento foi uma iniciativa do Colectivo Rueda la Palabra Paz/Roda a Palavra e Colmepaz Brasil (Colectivo de Colombianos Migrantes y Exiliados por la Paz), com apoio da Comissão da Verdade da Colômbia e da Cancilleria Consulado Colombiano em São Paulo.

Em 2021, Memorial da Resistência recebeu o projeto A CASA Um lugar de memórias, realizado pela Universidade de Antioquia em parceria com a Universidade Pontifícia Bolivariana, na Colômbia. São apresentados depoimentos e objetos de dezesseis mulheres da Asociación Caminos de Esperanza Madres de La Candelaria, uma organização sem fins lucrativos fundada por familiares das vítimas de desaparecimentos forçados, sequestros e homicídios no contexto do conflito armado na Colômbia. Os objetos não convencionais foram eleitos afetivamente pelas mulheres ao longo de uma série de oficinas desenvolvidas em 2015.