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Segundo dossiê da exposição Orgulho e Resistências está online

Material aborda relações entre autoritarismo e diversidade sexual durante a ditadura

Fotografia preto e branco com filtro rosa de mulheres se maquiando em um camarim. Três delas estão com o braço em frente ao rosto pois arrumam os cabelos, enquanto uma mulher, que é uma figura mais central na fotografia, passa batom. Todas olham para o espelho.
Exposição “Orgulho e Resistências: LGBT na Ditadura”, dossiê 2 da Casa 1. Fotografia de Vânia Toledo.

Está no ar mais um dossiê realizado pela Casa 1 – Centro de Cultura e Acolhimento LGBT para a exposição Orgulho e Resistências: LGBT na ditadura, em cartaz no Memorial da Resistência.

O conteúdo, feito inteiramente em formato digital, foi produzido a partir das pesquisas do Instituto Temporário de Pesquisa Sobre Censura – grupo de arte e pesquisa da Casa 1 voltado para a investigação da censura no Brasil.

O acesso é gratuito pelo site.

O que você encontra no dossiê:

  • Texto do pesquisador e escritor Marcos Visnad, com o título “Uma história da aids no Brasil”, que traça poeticamente outras narrativas e reverberações do hiv/aids nos corpos de ontem e de hoje;
  • Registro em vídeo da conversa “Como eliminar monstros” entre Fabiano de Freitas e Ronaldo Serruya sobre os primeiros anos da epidemia de HIV/aids no Brasil;
  • Audio-relato da publicitária, diretora de arte e ativista independente Neon Cunha sobre a questão das territorialidades da população LGBT: a Boca do Lixo e a Boca do Luxo na cidade de São Paulo.

O dossiê explora justamente um dos pontos levantados na exposição, que é como a sociabilidade de homossexuais e travestis se tornou cada vez mais visível e crescente em alguns bares e boates da região central da cidade de São Paulo. Dependendo do poder aquisitivo, a comunidade LGBT se dividia: a Boca do Luxo, nas proximidades dos bairros República e Vila Buarque, era uma área frequentada por quem tinha melhores condições financeiras e a Boca do Lixo que ficou conhecida como a maior região de prostituição da história de São Paulo.

A Boca do Lixo ocupava exatamente a região onde o Memorial está e vamos exemplificar uma série de ações repressivas que aconteciam neste local por meio de imagens de arquivos policiais, das prisões, recortes de matérias de jornais”, explica o curador Renan Quinalha.

Para visitar a exposição, não deixe de garantir seu ingresso com hora marcada pelo site.

Memorial Temporariamente Fechado

Seguindo as orientações do Plano São Paulo de combate à pandemia, o Memorial está fechado para atividades presenciais até que seja autorizado o seu funcionamento. O Memorial continua realizando atividades de maneira virtual! Para não perder nada da nossa programação online acompanhe nossos canais de comunicação.

Esperamos ver todos em breve!