Dados gerais
Título
Entrevista com Marcinha do Corintho
Código da entrevista
C165
Entrevistados
Data da entrevista
21/07/2022
Resumo da entrevista
A entrevistada inicia seu testemunho relembrando a infância difícil em Minas Gerais, o falecimento precoce da mãe e sua vinda para São Paulo (SP) para morar com a avó. Conta como começou a apresentar-se nas boates de São Paulo. Relata que, aos dezesseis anos, convenceu a avó a assinar a autorização para sua emancipação para que pudesse migrar para Madri, Espanha. Conta que lá trabalhou com prostituição, até ser presa e deportada para o Brasil. Relata a repressão policial contra as travestis em São Paulo e as estratégias desenvolvidas para não serem presas por vadiagem. Conta que se tornou uma das estrelas da boate Corintho, sua relação com a dona da casa noturna, Elisa Mascaro, e como era a rotina de shows. Relata que, em 1988, migrou para Milão, Itália, onde fez espetáculos e prostituição de luxo. Conta como se deu seu retorno definitivo a São Paulo, depois de trinta anos morando fora. Relata como descobriu que vivia com HIV e o preconceito que enfrentou. Conta sobre o apoio da amiga Gretta Starr para sua adesão ao tratamento e o retorno aos estudos. Finaliza a entrevista refletindo sobre a situação socioeconômica do Brasil atual, a miséria e a violência no centro de São Paulo, razões pelas quais ela mantém o desejo de voltar à Europa.
Entrevistadores
Yuri Fraccaroli | Julia Gumieri
Duração (minutos)
65
Operador de câmera
Jamerson Lima
Local da entrevista
Memorial da Resistência de São Paulo
Como citar
CORINTHO, Marcinha do. Entrevista sobre gênero, resistência e repressão durante a ditadura civil-militar. Entrevista concedida a Yuri Fraccaroli e Julia Gumieri em 21/07/2022 no Memorial da Resistência de São Paulo por meio do “Projeto Percursos Curatoriais Gênero e Ditadura” desenvolvido em parceria com o Acervo Bajubá.


