Largo General Osório, 66
Santa Ifigênia, São Paulo, SP
Telefone: 55 11 3335-5910
Entrada Gratuita
Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h
faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br


EXPOSIÇÕES

Ocupações Memorial: Odiolândia

de Giselle Beiguelman

  De 17 de junho de 2023 a 18 de dezembro

  Classificação indicativa: 12 anos

A artista Giselle Beiguelman apresenta a obra Odiolândia (2017) no projeto Ocupações Memorial, que articula diálogos transdisciplinares sobre a memória dos períodos autoritários no país e suas reverberações no presente.

O trabalho evidencia como a opinião pública ecoa e reitera violências cometidas pelo Estado sobre as populações vulnerabilizadas do bairro da Luz, na região pejorativamente conhecida como “Cracolândia”, na vizinhança do Memorial da Resistência.  

Apresentado no museu onde funcionou, por mais de quatro décadas, o Deops/SP, uma das polícias políticas mais truculentas da Ditadura Civil-Militar (1964-1985), Odiolândia nos provoca a refletir sobre como a cultura do ódio e da intolerância, tão marcantes nos períodos ditatoriais, se reconfiguram e ainda permeiam o tecido social brasileiro. Quais relações podem ser estabelecidas entre opinião pública e violência de Estado? De que forma as manifestações de ódio afetam a construção da cidadania e da própria democracia? Como fortalecer a luta em defesa dos Direitos Humanos?

O vídeo apresenta comentários publicados em redes sociais sobre as ações da Prefeitura de São Paulo e do Governo do Estado na Cracolândia junto a trechos de áudios extraídos de vídeos postados na Internet por participantes das ações realizadas entre 21 de maio e 9 de junho de 2017.  

Seu título faz referência ao teor das mensagens: majoritariamente favoráveis ao tratamento policial e ao uso da força e de armas de fogo contra usuários de drogas, expressam também o desejo de ver as mesmas políticas de violência estendidas a outros grupos. Nordestinos, sem-terra e pessoas LGBT+ são alguns dos seus alvos. Os comentários são apresentados de forma bruta, sem imagens, sem correções gramaticais, tendo como única interferência a retirada de conteúdos eleitorais das mensagens.  

Sobre Giselle Beiguelman 
São Paulo – SP, 1962, vive e trabalha em São Paulo.  

Artista e professora da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo (FAUUSP). Pesquisa arte e ativismo na cidade em rede e as estéticas da memória. Em seus trabalhos mais recentes investiga o imaginário do colonialismo na história da arte com recursos de Inteligência Artificial. É autora de Políticas da imagem: vigilância e resistência na dadosfera (UBU Editora, 2021), entre outros. 

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