Campo de Aprisionamento de Ribeirão Preto
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À esquerda casa sede da antiga Fazenda Monte Alegre, construída por João Franco de Morares Octávio na década de 1870. No fundo prédio do Museu do Café inaugurado em 26 de janeiro de 1957. Atual Campus da USP. Data: 1956. Crédito: Miyasaka. Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto PLM_014_Miniatura
Dados gerais
Nome
Campo de Aprisionamento de Ribeirão Preto
Registro no Inventário
014-01.020
Cidade
Endereço
Av. Bandeirantes, 3900, Monte Alegre.
Coordenadas
Verbete
Em 1943, um ano após sua criação, a Escola Prática de Agricultura de Ribeirão Preto recebeu 24 prisioneiros de guerra para serem ali confinados. Eram os primeiros reflexos da entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial, sentidos na pele por imigrantes e estrangeiros no país. A escola passou então a abrigar, em concomitância com suas atividades, o campo de aprisionamento de Ribeirão Preto, onde, até o fim do conflito, alemães, italianos e japoneses, rotulados como “súditos do Eixo”, ficaram reclusos realizando trabalhos compulsórios, entre os quais a construção de parte das instalações da escola. A partir desse momento, a guerra se tornava uma justificativa para o aumento do controle sobre os estrangeiros, sendo esta uma oportunidade de reprimir, mais extensivamente, uma parcela das comunidades imigrantes que, de maneira geral, já vinham sendo colocadas em lugar de suspeição pelas políticas nacionalistas do Estado Novo. Em 1948, a escola foi fechada e seu prédio incorporado à Universidade de São Paulo.
Classificação
Contexto histórico
Era Vargas (1930-1945)
Usos e funções
Concentração de prisioneiros de guerra | Controle de estrangeiros | Trabalho forçado
Lugares relacionados
Campo de Aprisionamento de Bauru | Campo de Aprisionamento de Guaratinguetá | Campo de Aprisionamento de Pindamonhangaba | Campo de Aprisionamento de Pirassununga | Universidade de São Paulo (USP) | Hospedaria de Imigrantes | Praça XV de Novembro
Autoria do verbete
Julia Gumieri




