Largo General Osório, 66 Santa Ifigênia, São Paulo, SP Telefone: 55 11 3335-5910 Entrada Gratuita Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br
Passeata no dia 22 de agosto de 1980 na Praça Ramos de Azevedo em protesto e em memória aos desaparecidos políticos na Argentina e no Brasil. Crédito: Arquivo Público do Estado de São Paulo
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Abraçadas estão Dona Olga, mãe do jornalista Sidney dos Santos, e Dona Idete, mãe de Maria Regina Marcondes Pinto. Crédito: Arquivo Público do Estado de São Paulo
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Passeata no dia 22 de agosto de 1980 na Praça Ramos de Azevedo em protesto e em memória aos desaparecidos na Argentina, inclusive militantes brasileiros. Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP)
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A região do antigo Morro do Chá passa a se chamar Praça Ramos de Azevedo em 1928, em homenagem ao arquiteto paulista, falecido neste ano. Localizada no centro da cidade, é local de grande circulação, usado recorrentemente para manifestações diversas. Um exemplo foi a passeata em memória dos desaparecidos políticos na Argentina, em 1980. Outro marco foi a fundação do Movimento Negro Unificado (MNU), em 1978. A criação do MNU levou à unificação de diversos grupos de afirmação cultural envolvidos na luta antirracista. Na luta contra a violência e a discriminação, o MNU discutia uma articulação das categorias raça e classe, e promovia uma aproximação com outros setores reivindicativos, entre os quais grupos que se opunham à ditadura. A escolha da Praça para a realização de seu primeiro ato público foi simbólica por ser um local de lazer e sociabilidade da juventude negra, onde eram distribuídos convites para eventos, como bailes soul e black, assim como o jornal Árvore das Palavras, que discutia cultura negra, enfrentando sua marginalização na sociedade.