Largo General Osório, 66 Santa Ifigênia, São Paulo, SP Telefone: 55 11 3335-5910 Entrada Gratuita Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br
Em 1934 a Ilha do Porcos passou a ser denominada Ilha Anchieta, que funcionou como presídio até o ano de 1955, fechando após uma grande rebelião de presos. Crédito: Aline Rezende. Fundação Florestal.
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A Ilha possui mais de 2.000 m² de edificações conservadas, como as ruínas do antigo Presídio e o Quartel e Vila Civil pertencentes à Colônia Correcional do Porto das Palmas. Crédito: Aline Rezende. Fundação Florestal.
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Em 1908 foi inaugurada a Colônia Correcional da Ilha dos Porcos, destino de presos comuns e menores infratores. Transferida para Taubaté/SP em 1914, a colônia retornou à ilha, em 1928. Nesse momento de ebulição política, se tornou destino para comunistas, anarquistas e socialistas presos por atividades políticas e sindicais. Durante o Estado Novo (1937-1945), a vocação para presídio político foi acentuada pela forte investida do regime contra estes grupos. Renomeado como Ilha Anchieta (em 1934), o local submetia a trabalhos forçados e sevícias os militantes de esquerda processados com base na Lei de Segurança Nacional. Em 1942, a colônia é renomeada como Instituto Correcional da Ilha Anchieta, voltando a abrigar apenas presos comuns até ser extinta, em 1955, após uma rebelião. Em 1952, o presídio contava com 453 presos, dos quais 129 conseguiram fugir para o continente, onde muitos acabaram entrando em confronto com as Forças Armadas. Chamado à época de Massacre, o episódio foi então descrito como a maior tragédia dos presídios brasileiros. Em 1977, a Ilha virou um Parque Estadual, tombado em 1985.