Largo General Osório, 66 Santa Ifigênia, São Paulo, SP Telefone: 55 11 3335-5910 Entrada Gratuita Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br
A PAT foi responsável pela edição de um dos jornais alternativos que circularam durante a ditadura: O Movimento, que chegou às bancas de várias cidades em 1º de julho de 1975. Crédito: Alessandra Haro. Memorial da Resistência de São Paulo
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Os leitores desses jornais faziam parte, conscientemente, de uma rede de apoio informal em favor da imprensa alternativa e da liberdade de expressão. Crédito: Alessandra Haro. Memorial da Resistência de São Paulo
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Gráfica responsável pela impressão do jornal O Movimento, que circulou entre julho de 1975 e novembro de 1981. Crédito: Alessandra Haro. Memorial da Resistência de São Paulo
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Durante a ditadura a produção dos jornais esteve sob censura primeiro através de listas de temas proibidos e depois com a atuação dos censores. Em oposição à condescendência apresentada por muitos jornais, existiam os jornais alternativos, que apresentavam editorial independente marcado pela oposição aos militares, críticas ao modelo econômico da ditadura e denúncias das violações dos direitos humanos perpetradas, como torturas e prisões ilegais. A PAT foi responsável pela edição de um desses jornais: o “Movimento”, que chegou às bancas de várias cidades em 1º de julho de 1975. Mutilado pela censura prévia, a publicação vendeu 21 mil exemplares no primeiro número. Os leitores que o compraram faziam parte, conscientemente, de uma rede de apoio informal em favor da imprensa alternativa e da liberdade de expressão. Esse apoio possibilitou que o periódico fosse publicado por seis anos e meio (até novembro de 1981), quando foi fechado devido a crises financeiras internas.