
O Memorial da Resistência de São Paulo inaugurou, neste último sábado (27), as exposições temporárias Não se assuste, pessoa e No olho da rua, que abordam a arte como instrumento de resistência, memória e participação política.
Com curadoria do pesquisador Tálisson Melo, Não se assuste, pessoa apresenta um recorte inédito da Coleção Alípio Freire, acervo do Memorial formado por obras produzidas por ex-presos políticos nos presídios paulistas durante a Ditadura Civil-Militar. A exposição é realizada em parceria institucional com a Pinacoteca de São Paulo e reúne produções feitas no cárcere, trabalhos do acervo da Pinacoteca e obras contemporâneas. Organizado a partir dos presídios onde as peças foram criadas, o percurso destaca a arte como forma de resistência diante da repressão e propõe reflexões sobre a preservação da democracia.
Já No olho da rua, com projeto curatorial da pesquisadora Juliana Caffé, reúne cerca de uma década de registros do artista, ativista e fotojornalista Sato do Brasil em manifestações, ocupações e mobilizações sociais na cidade de São Paulo. Produzidas com aparelhos celulares, as fotografias ressaltam o papel do midiativismo e da comunicação independente na documentação dos movimentos sociais, além de apresentar um mapeamento de grupos organizados da sociedade civil que revela redes de articulação e solidariedade na cidade.
As exposições têm visitação gratuita e podem ser vistas de forma espontânea ao longo da semana, exceto às terças-feiras, sem necessidade de reserva de ingressos. Para uma experiência mais aprofundada, o público e demais instituições também pode agendar visitas mediadas com a Ação Educativa do museu.
Veja os registros do evento:
















Fotos: Beto Assem


