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Metalúrgicos realizam ato de 1º de maio de 1979 no Estádio da Vila Euclides. Crédito: Mirian Fichtner. Arquivo Público do Estado de São Paulo
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Em 1968, em São Bernardo, foi inaugurado o Estádio Municipal “Presidente Arthur da Costa e Silva”, conhecido como Vila Euclides. Apesar da homenagem ao ditador, a arena entraria para a história da luta pela democracia. Em 1978, após anos silenciados pela ditadura civil-militar, os operários do ABC retomariam as greves como instrumento de luta. O estado de São Paulo viveria a primeira greve geral da categoria em 1979, um movimento marcado pelo protagonismo das bases e pelas grandes manifestações saídas das fábricas para as ruas. Nas greves de 1979 e 1980, são conhecidas as imagens do estádio Vila Euclides lotado de trabalhadores em assembleias e atos que chegaram a reunir mais de 100 mil pessoas. Nesse contexto, a repressão não pôde mais detê-los. Mais do que ganhos econômicos, os operários se redescobriram através das greves como atores políticos capazes não apenas de transformar o sindicalismo, como de ampliar seus espaços de atuação política, criando instrumentos como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Partido dos Trabalhadores (PT). Atualmente, o estádio chama-se “1° de Maio”.