Largo General Osório, 66 Santa Ifigênia, São Paulo, SP Telefone: 55 11 3335-5910 Entrada Gratuita Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br
Fachada da Igreja Batista de Vila Mariana. Crédito: Alessandra Haro. Memorial da Resistência de São Paulo
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A igreja de origem protestante foi cenário de uma tentativa de sequestro em 1971 de um comandante do II Exército de São Paulo. Crédito: Alessandra Haro. Memorial da Resistência de São Paulo
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Cerimônia cívico-religiosa "Culto à paz", em 1972, com a presença de autoridades civis e militares na Igreja Batista de Vila Mariana. Crédito: João Tavares de Medeiros. Arquivo Público do Estado de São Paulo
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Fundada em 1927, a Igreja Batista de Vila Mariana teve seu templo inaugurado em 1960. Entre 1939 e 1979, esteve a sua frente o Pastor Rubens Lopes. Apresentador de um dos primeiros programas protestantes da televisão (Um Pouco de Sol, 1969) e presidente de órgãos como a Convenção Batista e a Ordem dos Pastores Batistas de São Paulo, Rubens era influente e bem relacionado nos círculos militares, tendo acesso a figuras como o Marechal Humberto Castelo Branco e o General Arthur da Costa e Silva. Sua Igreja era frequentada por outros militares graduados, como os Generais Humberto de Souza Melo e Ednardo D'Ávila Mello. Em 1971, a entrada do templo foi cenário da tentativa de sequestro de Humberto, então comandante do 2º Exército, que teria sua liberdade trocada pela de presos políticos. A ação da Ação Libertadora Nacional (ALN) e do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT) foi interceptada por agentes do DOI-Codi/SP. Apesar de tensa, a situação se desvencilhou sem nenhuma prisão ou morte.