Largo General Osório, 66 Santa Ifigênia, São Paulo, SP Telefone: 55 11 3335-5910 Entrada Gratuita Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br
Fachada da Igreja Metodista da Luz. Crédito: Alessandra Haro. Memorial da Resistência de São Paulo
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Durante a ditadura, a Igreja Metodista da Luz adotou uma postura conservadora, expulsando e delatando seus membros considerados subversivos. Crédito: Alessandra Haro. Memorial da Resistência de São Paulo
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Detalhe da fachada da Igreja Metodista da Luz. Crédito: Alessandra Haro. Memorial da Resistência de São Paulo
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Os metodistas estão no Brasil desde o século XIX. Inicialmente, sua vivência religiosa mostrava-se refratária a questões consideradas externas à Igreja, como a política. No século XX, porém, a construção do movimento ecumênico internacional passa a pregar a responsabilidade social dos cristãos como perspectiva alternativa. A criação do Conselho Mundial de Igrejas (CIMI), em 1948, e do setor de Responsabilidade Social da Confederação Evangélica do Brasil, em 1956, são marcos desse processo. Na ditadura, sob esta inspiração, lideranças metodistas já atuavam junto aos movimentos sociais e organizações políticas de esquerda. Tal mobilização despertou a reação das hierarquias conservadoras, fazendo surgir fissuras e conflitos. Na Igreja Metodista da Luz, o pastor José Sucasas Jr. e o bispo Isaías Sucasas se tornaram informantes do Deops/SP. Delatando membros de sua comunidade à repressão, eles colaboraram com o regime e obtiveram vantagens religiosas, afastando os que consideravam “falsos” fiéis.