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Justiçamento de Charles Chandler na Rua Petrópolis na manhã do dia 12 de outubro de 1968. Crédito: Arquivo Público do Estado de São Paulo
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Segundo militantes da esquerda, o oficial norte-americano estaria envolvido no ensino de técnicas de tortura ao Exército brasileiro. Crédito: Arquivo Público do Estado de São Paulo
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Na casa 375 da Rua Petrópolis morava o Capitão do Exército dos EUA, Charles Chandler, com a mulher e três filhos. Graduado pela Academia Militar de West Point e com passagem pela Guerra do Vietnã, Chandler chegou ao Brasil em 1966 com uma bolsa da The Olmsted Foundation para estudar na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. No entanto, segundo militantes da ALN e VPR, o militar seria, na verdade, um agente secreto da CIA envolvido no ensino de técnicas de tortura aos agentes repressivos do Exército brasileiro. Por isso, foi julgado e condenado por Tribunal Revolucionário. No dia 12 de outubro de 1968, quando saía de casa, o oficial foi assassinado com 20 tiros, morrendo imediatamente. Os militantes espalharam panfletos informando os motivos daquela morte. Chandler foi promovido post-mortem ao posto de Major e enterrado no Cemitério Militar da Academia Militar de West Point. Já os militantes envolvidos na ação foram presos, torturados e levados à Justiça Militar.