Largo General Osório, 66 Santa Ifigênia, São Paulo, SP Telefone: 55 11 3335-5910 Entrada Gratuita Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br
No dia 23 de março de 1971, na altura do número 104 desta rua, foi justiçado Márcio Leite de Toledo, militante da ALN desde 1968. Crédito: Alessandra Haro. Memorial da Resistência de São Paulo
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Perseguição e perdas constantes na ALN levaram Márcio a defender a necessidade de recuar, momentaneamente, na tática da luta armada. Sua posição levou a organização a decidir por sua morte. Crédito: Alessandra Haro. Memorial da Resistência de São Paulo
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Local aproximado de onde se deu a execução de Márcio. Crédito: Alessandra Haro. Memorial da Resistência de São Paulo
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Na altura do número 104 da Rua Caçapava, foi assassinado Márcio Leite de Toledo. Militante da ALN desde 1968, Márcio realizou treinamento guerrilheiro em Cuba e, de volta ao Brasil, passou a integrar a Coordenação Nacional da ALN. Entre 1969 e 1970, a organização havia perdido seus dois principais líderes Carlos Marighella, executado por equipe do Deops/SP, e Joaquim Câmara Ferreira, morto sob torturas por agentes do mesmo órgão. O quadro de perseguição e perdas constantes levou Márcio a defender a necessidade de recuar, ao menos momentaneamente, na tática da luta armada. A organização convocou seu Tribunal Revolucionário, que decidiu pela execução. Segundo a ALN, Márcio havia se distanciado da luta, se ausentou por muitos dias após o assassinato de Joaquim Câmara Ferreira, e agiu de forma displicente durante ações realizadas. No dia 23 de março de 1971, o militante compareceu a um encontro marcado e foi "justiçado". Os militantes divulgaram panfletos informando que na revolução não havia recuo.