Largo General Osório, 66 Santa Ifigênia, São Paulo, SP Telefone: 55 11 3335-5910 Entrada Gratuita Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br
Reunião de professores, funcionários e alunos na UNICAMP para debater a intervenção na Universidade em 1981. Crédito: Sandra Adams. Arquivo Público do Estado de São Paulo
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Movimento estudantil denuncia a intervenção na Unicamp em outubro de 1981. Crédito: Arquivo Público do Estado de São Paulo
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Vista aérea do Campus Universitário da UNICAMP em 1976 já com alguns prédios e construções. Crédito: Arquivo Central/SIARQ
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Em 1965 foi nomeada a Comissão Organizadora da Universidade Estadual de Campinas. Concebendo um modelo tecnocrático e vocacionado para as ciências exatas, tal Comissão idealizou um projeto de universidade colaborativo com o setor produtivo e gerido segundo o modelo empresarial. Entre seus membros, despontou o parasitologista Zeferino Vaz que, com importantes contatos nos meios militar e político, se tornou seu primeiro reitor, cargo mantido por 12 anos. Nesse período, coincidente com o ápice repressivo da ditadura civil-militar, suas afinidades políticas, assim como sua gestão, considerada eficiente, teriam lhe garantido certa autonomia. Embora isso, comumente, atribua à Unicamp uma menor intervenção repressiva em comparação com outras universidades, a Unicamp, nesse período, tanto promoveu como foi palco de perseguições externas contra a comunidade acadêmica. É somente no final dos anos 1970 que começam a ser articuladas entidades estudantis e sindicais que conduziriam ações de resistência política. A expressão mais notória foi a luta contra a intervenção na universidade em 1981.