Ângelo Cardoso da Silva iniciou seus estudos primários tardiamente, então com 24 anos, enquanto trabalhava como taxista em Viamão (RS). Concomitantemente, militava na organização Marx, Mao, Marighella, Guevara (M3G). A partir de 1970, a M3G foi intensamente perseguida pelas forças de repressão e seus integrantes foram presos, dentre eles Ângelo. No dia 23 de abril de 1970, Ângelo foi encontrado morto em sua cela no Presídio Central de Porto Alegre. A versão oficial, apresentada pelas forças de repressão, foi a de suícídio, porém análises posteriores contestam a versão da época. Ângelo teria sido estrangulado mediante ação externa e não “enforcado” e, por isso, sua morte sucedeu-se em circunstâncias nunca totalmente esclarecidas e que muito se assemelha à prática comum naquele contexto da história brasileira, em que agentes do Estado simulavam a ocorrência de suicídio para ocultar a morte decorrente de torturas.