Dados gerais
Título
Entrevista com Aloma Divina
Código da entrevista
C218
Entrevistados
Data da entrevista
14/06/2024
Resumo da entrevista
A entrevistada inicia seu relato falando sobre sua infância em Salvador, Bahia, no bairro da Lapinha. Recorda como, aos nove anos de idade, fugiu de casa e conseguiu viajar para o Rio de Janeiro, onde elaborou estratégias para sobreviver nas ruas da cidade. Relata o encontro com Úrsula, artista que a acolheu e lhe ensinou o ofício da costura, além de sua entrada nos palcos após Rogéria decidir incluí-la no corpo de baile de seu número no Teatro Rival.Compartilha a reaproximação com sua família durante uma viagem a Salvador, em 1972, e descreve a presença constante da polícia em seu cotidiano no Rio de Janeiro, tanto na infância quanto já como artista. Relata também como conheceu Madame Satã e como iniciou seu processo de transição de gênero, além de suas primeiras experiências no palco.Rememora sua chegada a São Paulo, em 1974, quando se tornou uma das estrelas da boate Medieval. Conta que foi Eloína dos Leopardos quem escolheu seu nome artístico, Aloma, e que, nesse período, também integrou o grupo de dançarinas do Canecão. Explica como surgiu o convite para a reportagem na revista O Cruzeiro e comenta a repercussão dessa publicação.Descreve a rotina de trabalho no Medieval e o espetáculo que criou para a casa, Black is Beautiful, protagonizado exclusivamente por artistas negros. Relata ainda como conseguia se apresentar em outras casas noturnas, mesmo com as restrições impostas pelo contrato com o Medieval. Menciona sua participação em concursos de beleza, como o Miss Boneca Pop, em 1976, e os lugares que frequentava quando não estava trabalhando.Entre as lembranças, cita seu encontro com o ator Robert De Niro e sua mudança para a Europa, em 1979, quando passou a viver e trabalhar em Milão, na Itália. Narra sua rotina profissional e suas experiências em diferentes países europeus — França, Alemanha e Espanha —, além das primeiras memórias relacionadas à epidemia de HIV/Aids. Recorda ainda o relacionamento de dez anos com um italiano que conheceu em Milão.Comenta seu retorno ao Brasil, refletindo sobre as diferenças culturais e de vida noturna percebidas por ela, e relembra suas apresentações em São Paulo. Relata, por fim, sua volta a Camaçari, cidade da região metropolitana de Salvador, onde vive atualmente. Encerrando a entrevista, destaca seus encontros com Jaqueline Welsh, Andrea di Mayo, Brenda Lee, Miss Biá e Monalisa.
Entrevistadores
Marcos Tolentino, Angel Natan, Thayna Oliveira
Duração (minutos)
135
Operador de câmera
Vitor Bacillieri
Local da entrevista
Memorial da Resistência
Como citar
DIVINA, Aloma. Entrevista sobre gênero, resistência e repressão durante a ditadura civil-militar. Memorial da Resistência de São Paulo. Entrevista concedida a Marcos Tolentino, Angel Natal e Thayna Oliveira, em 14/06/2024, por meio da parceria com o Acervo Bajubá.
Assuntos: Lugares
Praça Tiradentes | Teatro Rival | Cinelândia | Praça Mauá | Boate Medieval | Boate Nostro Mundo | Boca do Lixo | Boca do Luxo | Cabaré Casa Nova | Teatro Opinião | Teatro Brigitte Blair | Teatro das Nações | Boate Val Improviso | Boate Pink Panther | Theatro Municipal | Teatro da Universidade Católica (TUCA) | Casa de Apoio Brenda Lee



