Largo General Osório, 66 Santa Ifigênia, São Paulo, SP Telefone: 55 11 3335-5910 Entrada Gratuita Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br
Comemoração em 1969 do 13 de maio em frente ao Monumento à Mãe Preta no Largo do Paissandu. Crédito: Arquivo Público do Estado de São Paulo
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O 13 de maio, data da assinatura da Lei Áurea de 1888, era oficialmente festejado no Largo do Paissandu, onde se encontra a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Em 1972, o então ditador Emilio Garrastazu Médici compareceu ao evento no intuito de celebrar a suposta harmonia racial vigente naqueles tempos. A teoria da democracia racial, embora anterior à ditadura, serviu ao projeto militar de construção de uma nação integrada, encerrando o debate público sobre a discriminação e a marginalização do negro. Em 1978, o contrapeso a essa teoria começou a ser articulado politicamente dentro da comunidade negra com a fundação do Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial. O Movimento, que também passou a ocupar o Largo do Paissandu, convocava a população ao engajamento político, denunciando a violência policial contra a população negra e questionando o significado da celebração do 13 de maio. No Largo do Paissandu também estava localizado o Edifício Wilton Paes de Almeida, que foi sede da Polícia Federal entre os anos 1980 e 2000 e abrigou parte da equipe do Deops/SP e seus arquivos após a extinção do órgão. A documentação permaneceu na PF até 1991, quando foi transferida para o Arquivo Público do Estado de São Paulo.