Largo General Osório, 66 Santa Ifigênia, São Paulo, SP Telefone: 55 11 3335-5910 Entrada Gratuita Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br
Estudantes da PUC-SP são presos e levados para o Batalhão "Tobias de Aguiar” após a invasão da Universidade pela Polícia Militar em setembro de 1977. Crédito: Oswaldo Jurno. Estadão
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Durante a ditadura civil-militar alguns túneis do Quartel passaram a ser utilizados como cela para presos políticos. Crédito: Ana Paula Brito. Memorial da Resistência de São Paulo.
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Edifício sede da ROTA e pórtico remanescente do Presídio Tiradentes. Crédito: Ana Paula Brito. Memorial da Resistência de São Paulo.
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Crédito: Ana Paula Brito. Memorial da Resistência de São Paulo.
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Dados gerais
Nome
1o Batalhão de Polícia de Choque - Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA)
Conhecido como Quartel da Luz, a edificação foi construída em 1891 pelo escritório de Ramos de Azevedo para abrigar o corpo de polícia. O terreno possuía uma rede de túneis subterrâneos usados para ligações estratégicas com os quartéis vizinhos, o Presídio Tiradentes e a Estação da Luz. Em 1970, com a criação da Polícia Militar, o local passou a ser sede do 1º Batalhão de Polícia de Choque – Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), criado nesse mesmo ano. Por seus quadros passaram muitos agentes que atuaram na repressão política e, nesse período, os túneis chegaram a ser utilizados como cela para presos políticos. A Rota foi gestada como um batalhão de elite, apresentando, desde o seu início, altos índices de letalidade que ainda a caracterizam, bem como a formação de esquadrões da morte atuantes nas periferias da cidade. Suas práticas de violação de direitos humanos ficaram mais conhecidas com a participação do batalhão no caso "Rota 66" (investigado no livro de Caco Barcellos), no massacre do Carandiru e nos crimes de maio de 2006. O edifício foi tombado em 1992 e segue com a mesma utilização.