Largo General Osório, 66 Santa Ifigênia, São Paulo, SP Telefone: 55 11 3335-5910 Entrada Gratuita Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br
Entre 1954 e 1990, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo teve sede na Rua do Carmo. Fundado em 1932, o sindicato possui longa história de luta no decorrer da qual enfrentou muitos momentos de opressão, como os vivido durante a ditadura, quando, além de ter sua diretoria destituída, viveu a perseguição de muitos de seus operários, vários deles presos e torturados. Nesse contexto, circularam também entre as indústrias as famosas “listas negras”, que indicavam nomes de pessoas mais ativas sindicalmente, dificultando a busca e a manutenção de empregos. Durante a ditadura, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, assim como outras entidades operárias, sofreu intervenção em sua diretoria eleita previamente pelos trabalhadores. Informações do SNI em documento de novembro de 1981, indicam que Joaquim dos Santos Andrade, conhecido como Joaquinzão, assumiu em abril de 1965 como Interventor no Sindicato. A partir daí e, segundo o documento, ele se manteve na presidência da entidade por meio de sucessivas eleições, realizando uma política sindical marcada pelo oportunismo. Com isso, e apesar da repressão, a categoria metalúrgica da capital organizou a Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo. A Oposição, articulando sua atuação em comissões de fábrica e inter-fábricas, disputava a direção do sindicato e atuava contra a ditadura e em defesa da categoria. Em frente à sede da Rua do Carmo foram organizadas algumas das maiores assembleias das históricas greves de 1978 e 1979.