Largo General Osório, 66 Santa Ifigênia, São Paulo, SP Telefone: 55 11 3335-5910 Entrada Gratuita Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br
Edson J. Senne nasceu em 28 de julho de 1937 em Itirapuã, interior de São Paulo. Após concluir o ensino secundarista, começou a trabalhar como bancário até ser aprovado em concurso público para o cargo de postalista dos Correios e Telégrafos, onde trabalhou durante 10 anos. No início da década de 1960, mudou-se para a cidade de Franca e cursou a Faculdade de Direito. Inserido no meio estudantil, participou de diversas atividades políticas. Entusiasmado com o contagiante clima de reformas na fase pré-golpe, participou de dois congressos universitários da UNE e foi membro do Centro Acadêmico 28 de Março. Em 1963 candidatou-se a vereador e foi eleito primeiro suplente na cidade. Com a deflagração do golpe civil-militar, foi denunciado por defender posições consideradas de esquerda, sendo preso durante dois dias na delegacia de Franca onde sofreu torturas. Em 1965, após abandonar a carreira política, mudou-se para Ribeirão Preto e exerceu advocacia até ingressar em 1968 na Faculdade de Letras, ingressando na carreira de educador e escritor. Com a morte do estudante carioca Edson Luís em 1968, Edson Senne publicou no jornal da cidade a poesia “Toada na morte do menino”, que denunciava o assassinato do jovem e a repressão. Embora Edson não tenha se integrado a nenhuma organização de esquerda, colaborou indiretamente com às Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN) e por conta deste envolvimento, foi novamente preso em 1969, logo após a derrocada da organização.